Titanic A Verdadeira História?

Estreia: Domingo, dia 8 23:00
ENTREVISTA COM TIM MATLIN

Pergunta: O que despertou seu fascínio pelo Titanic?
Resposta: Começou quando assisti ao filme de Walter Lord, A Night To Remember, aos sete anos de idade - provavelmente jovem demais para ver um filme tão poderoso! A história ficou na minha cabeça, especialmente a cena em que o navio inclina e a carruagem de prata rola pela sala de jantar da primeira classe e bate contra a louça nova.

Pergunta: Quanto tempo você passou pesquisando sobre o Titanic?
Resposta: Trinta anos. Depois disso, comecei a ler cada vez mais sobre o navio. Quanto mais aprendia, mais percebia que havia mais coisas para aprender. Hoje, já li todos quase os relatos de cada sobrevivente, então tenho uma boa ideia do que aconteceu naquela noite inacreditável.

Pergunta: Em sua pesquisa, houve um momento eureca, quando tudo de repente se encaixou, ou você foi montando as peças de um jeito mais metódico com o passar do tempo?
Resposta: Sim, o momento eureca foi no arquivo do escritório meteorológico em Exeter, quando encontrei o registro do navio a vapor Marengo. Ele estava no lugar certo na hora certa, apenas um grau ao sul do Titanic enquanto este afundava, e relatou ter visto refração anormal ou miragem no horizonte.
Pergunta: Quais são alguns dos mitos mais comuns do Titanic que você gostaria de esclarecer?

Resposta: Que ele não era fraco: o casco era forte e bem construído. Que o leme não era pequeno demais para seu tamanho na verdade, ele respondia bem ao timão. Que o Capitão Smith não estava bêbado ele nunca bebia em viagens no mar. Que o Titanic estava carregando mais botes salva-vidas do que o exigido pelas regulamentações. Que o Titanic não estava simplesmente indo rápido demais: estava fazendo o que todos os transatlânticos de passageiros faziam em 1912, que era aumentar a velocidade e confiar em um bom vigia em tempo limpo, no gelo. Existem muito mais como estes em meu outro livro: 101 Things You Thought You Knew About The TitanicBut Didnt!.

Pergunta: Se pudesse ter a chance de entrevistar uma pessoa associada ao Titanic tripulante ou passageiro para ajudar a apoiar sua teoria, com quem você gostaria de falar?
Resposta: O passageiro da segunda classe e sobrevivente Lawrence Beesley, por causa de suas observações científicas sobre as condições atmosféricas peculiares naquela noite. E com o Primeiro Oficial Murdoch, que morreu na tragédia, porque só ele sabe exatamente o que aconteceu na ponte naquela noite.

Pergunta: O Titanic ganhou um acompanhamento muito especial com milhões de pessoas em todo o mundo apaixonadas pela sua história. Como esta comunidade de aficionados pelo Titanic respondeu à sua nova teoria, que oferece prova conclusiva de que as condições atmosféricas incomuns selaram o destino do navio?
Resposta: Na época em que estava escrevendo, ainda não tinha lançado minha pesquisa ao público, mas compartilhei-a com George Behe, ex-vice-presidente da Titanic Historical Society, e cuja pesquisa sobre o Titanic eu admiro muito. Ele gostou muito de ler minha pesquisa e acredita que minhas descobertas são uma parte importante da história do Titanic.

Pergunta: De acordo com o que você descobriu sobre o final trágico do Titanic, existe alguma lição que você gostaria que os capitães de hoje aprendessem?
Resposta: Sim, o desastre do Titanic pode acontecer novamente. Na maioria dos casos de navios que afundam mesmo hoje em dia as condições não são adequadas para a evacuação segura dos passageiros em botes salva-vidas. Até os radares modernos não funcionam normalmente em condições de refração anormal, e também não conseguem detectar icebergs muito baixos ou growlers, que podem ficar escondidos pelas ondas. A subdivisão de compartimentos estanques do Titanic teria cumprido com as regulações atuais do SOLAS (Safety of Life At Sea, ou segurança da vida no mar).